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sábado, 12 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
O lugar em que estamos
Nós conhecemos o lugar em que
estamos? As respostas dadas pelo público do CLP nos mostraram muito sobre as
problemáticas do litoral. Como sempre os problemas com lixo, esgoto e
transporte figuram entre os mais presentes na vida das pessoas. Mas a pesquisa também
revelou outras problemáticas como a falta de espaços públicos para o lazer.
Estas questões ficavam mais evidentes quando moradores da região onde a
faculdade está instalada eram entrevistados, demonstrando que tais problemas
são bem presentes no entorno.
Um dos grupos fez uma
interessante pergunta ao público do campus: o que vocês sabem sobre o Parque
Estadual Xixová-Japuí? Com raras exceções as respostas se resumiam a algo
próximo de "é um parque...". Apesar da proximidade com o parque e com
o fato da unidade ter elaborado o plano de manejo do mesmo, fica evidente o
desconhecimento da unidade de conservação por parte de alunos, funcionários e
professores. Outra pergunta, a relação campus x entorno, quando feita à uma
funcionária moradora do bairro trouxe à tona a discussão sobre a extensão. A
verdade: não conhecemos o lugar em que estamos inseridos. E as pessoas também
não nos conhecem. Mas qual deve ser a relação da universidade com o entorno?
A constituição brasileira define
em seu artigo 207 que a extensão é uma das bases indissociáveis da universidade,
junto com a pesquisa e o ensino. A extensão é a grande ferramenta para realizar
a conexão entre a academia e o popular, numa via de duas mãos, onde ambos
adquirem conhecimento. Devemos estar atentos para que esta extensão seja feita
de forma associada, como nos coloca a constituição. Muitas vezes colocamos a
extensão fora do processo de formação do aluno, em um segundo plano em relação
às outras duas bases. Tendo grandes ou pequenos resultados, transformando
comunidades, bairros ou cidades a extensão é muito importante, mas será
suficiente? Será que antes de qualquer extensão não seria necessário conhecer o
público para qual ela é direcionada? Mais do que isso, não deveríamos
estabelecer um diálogo com a comunidade? Nem mesmo conhecemos o parque para o
qual desenvolvemos um trabalho, quanto mais o bairro em que estamos. Uma
extensão só será efetiva se o conhecimento transmitido à população for útil à
ela ou transformadora e atender as demandas sociais que ali existem. Podemos
continuar fechando os olhos, mas o Mundo vai continuar onde está.
Silas Principe
Silas Principe
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sexta-feira, 27 de abril de 2012
Relações
Bio na Rua - São Vicente, Out/2010 |
O papel da universidade é a pesquisa, o ensino e a extensão. Quanto a realização da pesquisa e do ensino, aumentam-se os conhecimentos da comunidade acadêmica. A extensão seria o meio de difundir de maneira prática o conhecimento acumulado na academia.
O contato com a sociedade a partir da extensão deve provocar o que? Puro aumento de conhecimento relacionado ao curso que realiza a extensão? Uma experiência nova? Uma mudança social mínima ou de alta relevância? Como essa relação deve ser?
Segundo B. Barraviera, em 2004 Pró-Reitor de Extensão Universitária da UNESP:
"A extensão é a porta de entrada da comunidade na universidade, na procura dos seus serviços, na busca de apoio e na resolução de problemas. Em algumas áreas esta relação é muito mais estreita, entretanto o envolvimento com a comunidade é nítido e muito forte, em todas as áreas."
Será mesmo?
B. Barraviera ainda pensa que para a extensão ocorrer é essencial a participação de alunos da universidade e que se essa se desse apenas pela interação professores-comunidade seria apenas uma prestação de serviço ou assistência.
B. Barraviera que me desculpe, mas se o envolvimento dentro da própria universidade é falho, que dirá o envolvimento dessa comunidade com a que a rodeia? Se não é simples duas pessoas terem uma boa relação, que dirá duas "populações"!
A identificação de carências de conhecimento que podem ser supridas pela extensão é dificílima. Desenvolver um modo eficiente de oferecer esse conhecimento é quase uma missão impossível. Sendo assim, não é difícil entender que nem todos os alunos se interessem em participar de projetos de extensão (por mais que isso lhe renda alguns pontos numa entrevista de emprego). Não há como se obrigar uma relação quando há insegurança na comunicação.
Isso é mais uma reflexão sobre a discussão de hoje, não tendo este texto, portanto, uma conclusão.
Entrevista com B. Barraviera sobre extensão:
http://www.unesp.br/proex/repositorio/revista/revista_ci_ncia_em_extens_o/2004/n_mero_1/entrev_01_2004.htm
Thaís Niero/Rhadijah
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
O Diário de uma velhoquinha. ( por Flávia Donadio Pita)
Quando era pequena , sempre ouvia falar que éramos o futuro da nação, que precisávamos aprender a preservar o meio ambiente para as nossas gerações futuras, sobre aquecimento global, que as calotas polares estão derretendo mais e mais, em buraco na camada de ozônio, em Amazônia para os americanos, que Santos será engolida pelo mar, que Cubatão era a região mais poluída do estado, que São Paulo media regularmente a sua poluição do ar e sua poluição sonora.
Cresci vendo nos telejornais a quantidade de emissão de gases que as industrias e as cidades jogam na atmosfera, vi pessoas passarem dias e dias cuidando de ovos de tartarugas ameaçadas de extinção na praia, pessoas se jogando em alto mar para evitar que baleias fossem levadas por navios de pesca japoneses, chorei vendo que se vendiam papagaios colocados em canos de PVC...
Fui uma coadjuvante dos caras pintadas, assisti a quase tudo sobre a ECO- 92 (Rio -92),fiz abaixo-assinado para o santuário das baleias do atlântico sul, participei de plebiscito para volta ou não da Monarquia, (imagina?), queria mudar o mundo como qualquer outro cidadão que está descontente.
Me formei em técnico de meio ambiente e pensei, por que meio ambiente? Por que não o ambiente inteiro, e passei a enxergar que o homem acaba com o seu ambiente inteiro, acaba com o verde, mata os animais e trucida a própria espécie, pensei que tinha acabado, a esperança acabou...mas não, entrei na Universidade e vi que ainda possui gerações engajadas e encorajadas a melhorar o mundo que era pra eles, para sua geração futura.
Mais que isso , aprendi que dentro de toda uma educação que tive e que eu buscava , acabei crescendo junto com ela, posso me considerar uma irmã mais nova, pois a pouco mais de 30 anos a Educação Ambiental começou a surgir , de uma maneira inocente e despreparada, e com o passar dos anos como eu , adquiriu cada vez mais experiência e hoje consegue mostrar para qual fim , realmente ela nasceu. Hoje , ela faz mostrar que é muito mais que uma SOS Mata Atlântica, Projeto TAMAR ou Instituto Iepé, vai muito além do que distribuir sacolinhas nas praias, ou reciclar o lixo.
A EA ensinou ao longo dos anos que ela não é uma ciência mecânica nem um sistema tirano em que se não agirmos seremos punidos, ela conseguiu mostrar que temos que agir com consciência e fazermos simplesmente pelo fato de que, a longo prazo, conseguiremos fazer com que nossos bisnetos morem no paraíso que construímos.( Se eu conseguir a melhorar o mundo do meu neto, já ta bom!)
Obs: Essa semana foi votado o texto do novo código florestal e com 274 votos x 189 votos , ele foi aprovado, parece engraçado mas várias bandas de rock acho que previam que isso um dia iria acontecer há muito anos atrás. Gostaria de colocar o trecho de uma música da banda DFC ( Distrito Federal Caos) de 1996.
""Amazônia, agora é shopping! Somos agora primeiro mundo!Cocaína, minério e índios, espécies raras, do submundo! Em jaulas de ouro, prata e cobre, sobrevive a nossa fauna! Aprendemos, capitalismo, tudo se vende, TUDO DÁ LUCRO! Ecologia, é o meu pau! Cortar as árvores, vender barato! Pulmão do mundo, é o caralho, Brasil precisa, é de grana! Amazônia, agora é shopping! É o Brasil, em crescimento!"
Bibliografias: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120426_ongs_florestas_dg.shtml , NAÇÕES UNIDAS,10 de janeiro de 2012,O FUTURO QUE QUEREMOS1, Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, TIRSTÃO, M. & JACOBI, P ( ORG ) – Educação Ambiental e os Movimentos de um Campo de Pesquisa. São Paulo, ANNABLUME, p.p 13:29 , 2010.
terça-feira, 24 de abril de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
Dizem que a vida começa aos 40
A educação ambiental surgiu no cenário nacional nos anos 70,
quando finalmente descobriu-se que o homem é dependente dos recursos naturais
para sobreviver, e que para tanto devemos de certa forma preservá-los para
garantir a nossa existência.
Assim como uma criança, sua primeira década foi de
descobertas, e formação do que seria mais para frente um grande movimento. Com
10 anos estamos entrando na pré- adolescência, então, começamos a definir certos gostos e
interesses, e começamos a desenvolver um senso crítico, porém ainda muito
moldado no que temos em casa. No caso da EA não foi diferente, já que suas
ideias eram altamente dependentes do modelo econômico desenvolvimentista sem,
pensar muito nas consequências futuras.
Ah os 20 anos! Ainda somos jovens, mas com certa
experiência. Temos muita energia e vontade de fazer os sonhos virarem realidade.
Foi aí que apareceram as críticas a insustentabilidade, mas falar não adianta,
ainda mais com jovens vigorosos; era preciso haver ações. Que apareceram por
intermédio de ONG’s de cunho social e algumas campanhas educativas com relação
ao meio ambiente, mas como satisfazer essa juventude, que tanto quer mais?
Com 30 anos somos adultos por definição, independentes e
cabeças- feitas. Vemos que os objetivos antes determinados precisam de um pouco
de paixão sim, para serem realizados, porém, mais que isso; aprimoramento,
racionalidade, especialização. É preciso não só exigir atitudes dos outros, mas
fazer-se respeitar, impor-se! Realizar
tudo isso, requer auto -conhecimento. Olhar para si próprio e ver o que tem que
ser mudado. E finalmente a resultados de anos de investimento, mobilizações
como a Rio+5. As pessoas gostam de você e querem partilhar desse sucesso,
querendo te ajudar a fazê-lo maior. A EA vira, de certa forma, a namoradinha do
Brasil. (SERÁ?)
E em um piscar de olhos, quando vês, já és um quarentão! E
mesmo ainda tendo que se corrigir e adaptar-se as modernidades, tens muito a
ensinar, para nós, os agora jovens de 20 anos.
Você, EA, pode não saber ao certo
o rumo que a sua vida levará por esses caminhos que os anos lhe reserva, porém
pode deitar-se a noite, com a certeza de
que seus questionamentos plantam em nós, estudantes, muitas dúvidas, debates,
argumentações. Seus conceitos são tão complexos! Acho que não entendemos muito
bem, porque ainda somos jovens.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Conferências ambientais
Ao longo da história observamos algumas das conferências
mais importantes, como a Conferência de Belgrado, Estocolmo 1972, Tiblisi 1977
e RIO 92. De modo geral, essas conferências buscam a sustentabilidade, educação
ambiental e organização da relação homem e sociedade, desencadeado pela
percepção tardia de que a natureza não é uma fonte inesgotável de matéria
prima. A partir dessa percepção podemos citar o Newmalthusionismo que propõe a
superpopulação de países como principal causa da pobreza, tanto por falta de
recursos públicos como verbas para educação, saúde e etc., como pelo consumo
exacerbado de recursos naturais, levando esses recursos ao esgotamento. Podemos
observar que, quando classificados como recursos finitos, os recursos naturais
se tornaram recursos políticos. A concepção de que a nação ou estado que possui
mais recursos naturais produzirá mais, faz com que os recursos se tornem uma
questão política e econômica, visto que em nossa sociedade atual a maior forma
de poder é o poder econômico.
Nós biólogos devemos associar a biologia a contextos
econômicos e sociais. O biólogo tem o papel de ajudar a informar a população, que
em sua maioria está alheia às conferências ocorridas. Além de informar a
população entende-se também que devemos realizar uma educação ambiental de
qualidade através de programas educacionais, materiais didáticos, pois por meio
dessas medidas poderemos sanar problemas como a falta de conscientização, para
que possamos consequentemente preservar o ambiente para gerações futuras, além
de utilizar recursos de forma sustentável. Estas medidas
integram a sociedade a questões político-ambientais, o que é muito importante
para que as questões ambientais ligadas à população também sejam debatidas, daí
a importância da cúpula dos povos.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Morador de Palafita
Exausto, chegava em casa, pedia a bênção à mãe, beijava os irmãos e se lamentava pelo pai não estar em casa. O pai estava morando em Cubatão para trabalhar na obra de uma outra empresa, mas, aos finais de semana, visitava a família e trazia dinheiro. Cansado, súor na testa, raiva no coração. Como aquele lugar era fedido! O esgoto ali, a céu aberto. Exposto, posto perto de casa. Estranho, por quê no centro não era assim?
O esgoto. Nojo. De onde vem? Das nossas casas. Só delas? Como acabar com isso? Quem deveria se responsabilizar por isso? Afinal, mesmo exausto, cansado, acabado, ainda tinha telencéfalo desenvolvido e polegar opositor, como todos outros. Como os moradores do centro, como os moradores de Santos. Como o pai, a mãe, o José, o João, a Maria, o irmão mais novo e o vizinho.
Não dormiu bem aquela noite, sentiu inveja, raiva, quis ser o homem mais rico do mundo! O sono veio. O outro dia também. Mais um dia de trabalho pesado e deixou com que suas indagações fossem embora junto com o esgoto. Afinal, é preciso agradecer a Deus, poderia não ter nada. Afinal, seu time vai muito bem nos campeonatos. Afinal, aos finais de semana, sai com os amigos e azara meninas lindas. Afinal, ele é morador de palafita.
Danielle Almeida de Carvalho/ Bartira
domingo, 18 de março de 2012
Pergunte!
Quais os problemas (ou soluções) observados na cidade de São Vicente?
Ao parar para tentar analisar a realidade que nos cerca, milhares de perguntas borbulharam na minha cabeça e aposto que na de você também. Digamos que, questionar a si mesmo e sobre as coisas ao seu redor, faz você rever muitos conceitos e observar coisas que antes eram imperceptíveis aos olhos.
"Como a UNESP é vista na cidade? O que fazer para melhorar a segurança? Há habitações apropriadas para todas as pessoas? Por que há ocupação de locais inapropriados? Como é a percepção dos moradores com relação ao espaço que ele está situado? Os habitantes têm condições e querem sair desses lugares? Por que tirar os habitantes de áreas de Mata Atlântica e colocá-los sobre um manguezal? Como funcionam as políticas para construção de conjuntos habitacionais? Como o manguezal é visto pela sociedade? Qual é a importância ecológica dos manguezais? Por que lá tem tanto lixo? O lixo que sai de nossas casas vai parar onde? Como o esgoto é tratado? Por que o canal é tão sujo? O que é a canalização? O que é ruim para a sociedade? Será que a presença de árvores melhora a qualidade de vida? O poder público tem atendido de forma simétrica as necessidades das diferentes áreas da cidade? Existem programas de coleta seletiva? Como esses programas recebem os materiais? Por que reciclar? O lixo que eu separo tem um destino correto?"
Fernanda Lopes (Pitty)
sexta-feira, 16 de março de 2012
Quantos anos você tem?
— Quero dizer — disse ela — que ninguém pode fazer
nada para não envelhecer.
— Uma pessoa não pode — retrucou Humpty Dumpty —,
mas duas podem. Com a adequada assistência, você pode parar aos sete anos.
— LEWIS CARROLL, ALICE NO PAÍS DOS
ESPELHOS
Na aula
de sexta-feira o professor propôs uma discussão sobre o texto “As cegueiras do
conhecimento: O erro e a ilusão”, de Edgar Morin, este aborda um conceito um
tanto inusitado sobre ilusão que foi o enfoque nas discussões. Diferente do
conceito global de ilusão “engano dos sentidos ou da inteligência” (Dicionário
Michaelis), o autor a nomeou como uma realidade incomprovada por meios
empíricos no qual pode ou não cruzar com o irreal, além disso, ela não pode ser
desprezada, por mais que no nosso entendimento pareça ilógico, isso ocorre,
pois a ilusão e o erro citados pelo autor desencadeiam a aprendizagem, a
criação do conhecimento. Como ilustração podemos lembrar do heliocentrismo que
era considerado mera ilusão há alguns séculos, e em contraponto também a descoberta
do DNA com 3 hélices que foi considerado no ramo científico, no entanto anos
mais tarde foi dada como uma mera ilusão rejeitada pela ciência devido outras
pesquisas, ou seja, os ideais estão em constante mudanças e com isso seu rótulo
de ilusão.
Para um
entendimento mais concreto assistimos em aula o filme “Onde sonham as formigas
verdes”, que mostra a ilusão a partir da percepção de cada indivíduo, de cada
cultura. Nele a cultura dos aborígenes e suas crenças são parte da realidade
naquele ambiente, sendo considerada uma ilusão pelo fato de não apresentar
comprovamentos empíricos. A ilusão como também demonstra o filme, pode ser a
precursora de um erro como no caso da personagem idosa que espera o seu
cachorro que nunca irá voltar, suas emoções não permitiram pensar com clareza
reproduzindo seu erro até o final do filme. Analisando por esse lado poderíamos
pensar que o sentimento desvinculado da razão poderia trazer um conhecimento
livre de ilusões e erros, porém muitas vezes é a partir desse sentimento que o
conhecimento e a educação se formam.
Outro ponto do filme que
se correlaciona com o texto apresentado pelo professor, foi o fato de os homens
brancos construírem um mercado em um lugar sagrado para os aborígenes, sem
aceitarem as ilusões envolvidas exemplificando um erro intelectual, no qual o
indivíduo “resiste a informação que não convém ou não consegue assimilar”. Esse
tipo de atitude leva ao calar de muitos povos como ocorre na cena do
julgamento, mostrando a morte de uma cultura. Percebe-se claramente nos homens brancos uma mente
que se enfraqueceu, conceitos que se engessaram e horizontes que se definharam... destruindo o nascer de muitas ideias... E assim uma pergunta lhe resta: ninguém pode fazer nada para não envelhecer?
Michelle Corrêa de Araujo
quinta-feira, 15 de março de 2012
Plano de curso
Olá pessoal,
segue o link para o plano da disciplina ok?
http://www.2shared.com/file/zwXYmmZc/Plano_de_Curso.html
segue o link para o plano da disciplina ok?
http://www.2shared.com/file/zwXYmmZc/Plano_de_Curso.html
terça-feira, 13 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Ilusão x Conhecimento
Na aula de hoje, ministrada pelo Professor Davis, discutimos o capítulo 1 do livro Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, de Edgar Morin, intitulado As Cegueiras Do Conhecimento: O Erro E A Ilusão. Na abertura do capítulo, Morin afirma que Todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão, porém o significado de risco não está atrelado a um problema para o conhecimento, erro e ilusão fazem parte de sua construção.
Foi
citado como exemplo o filme Este
Mundo É Dos Loucos (Phillippe
de Broca, 1966),
onde, numa situação
de guerra permaneceram na cidade apenas os “habitantes”
de um manicômio que
negam-se
à
partir, pois agora que estão sozinhos, em suas “realidades”
aquele lugar é ideal, ali não há a crueldade de um mundo que vive
em guerra, enfim, estão felizes por viverem em suas ilusões.
Na
nossa PERCEPÇÃO do
mundo, a loucura/ilusão
sempre
está nos outros,
e nos esquecemos que tanto erro como ilusão não se reconhecem como
tais, não têm consciência de si, não sabemos distinguir o que é
realidade e o que é ilusão.
O
filme passado em aula, Onde
Sonham As Formigas Verdes
(Werner
Herzog, 1984) demonstrou essas diferentes formas de percepção do
mundo. A história se passa na Austrália, onde uma grande mineradora
à procura de urânio acaba encontrando dificuldades para continuar
seu trabalho pela
oposição de uma tribo de aborígenes que consideram essa terra
sagrada, pois ali sonham as formigas verdes. É difícil para um
mundo que vive numa incessante busca por “progresso” entender
razões desse tipo, os valores são muito diferentes, a companhia faz
ofertas de dinheiro e posses
mas
nada
disso tem valor ou faz sentido
para
aquela tribo, no entanto, o geólogo responsável pelo projeto,
possui uma sensibilidade maior e através do convívio e de conversas
com esses aborígenes acaba, depois de muitos conflitos internos sobre
“conhecimento
x ilusão”,
entendendo as razões daquela tribo
e
querendo fazer parte dela, pois, segundo ele mesmo, a
humanidade perdeu-se calculando a velocidade do distanciamento das
galáxias mais distantes no universo.
O conflito deste geólogo dá-se, referindo-se a um termo citado em
aula estabelecido por Milton Santos, na PSICOSFERA, reino
das ideias, crenças, paixões e
lugar
da produção de um sentido, que faz parte das nossas vidas
fornecendo regras à nossa racionalidade.
Ou seja, a AFETIVIDADE também faz parte da construção do
conhecimento, e não somente a razão. Temos que levar em conta
diversos elementos e dimensões.

Na
nossa IMPRESSÃO esta imagem está em movimento, mas trata-se apenas
da nossa forma de compreender essa verdade, que leva em conta
nossa subjetividade em diversas dimensões sociais, afetivas,
racionais, psíquicas, biológicas. A construção do conhecimento
deve ser levada a esferas globais, que reúnam características
capazes de nos permitir alcançar a PERCEPÇÃO DA TOTALIDADE.
Amanda Gerotto
Sejam bem vindos nova turma de Educação Ambiental
Olá a todos,
Sejam bem vindos estimadas e estimados alunos.
Vamso usar esse espaço democrático para crescermos juntos em nossa disciplina.
Ateé semana que vem irei postar alguns documentos para vocês como o plano de curso, inclusive um pdf para ser lido para próxima aula ok?
Abraço
Davis
Sejam bem vindos estimadas e estimados alunos.
Vamso usar esse espaço democrático para crescermos juntos em nossa disciplina.
Ateé semana que vem irei postar alguns documentos para vocês como o plano de curso, inclusive um pdf para ser lido para próxima aula ok?
Abraço
Davis
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Porto do Açu: o X da questão: A Promotoria entra em cena
Porto do Açu: o X da questão: A Promotoria entra em cena: Foto: Blog do Pedlowski Saiu no jornal "O Globo" do dia 26/12. Para se ver livre das acusações dos absurdos que estão sendo cometido...
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