Pesquisar este blog

domingo, 29 de agosto de 2010

Resumo Aula 24/08/2010

Pessoal, Aziz Nacib Ab'Saber e Bertha Becker
Ih! Tá com um buraco de uma semana!
Na aula do dia 17 finalizou-se a discussão sobre o primeiro texto "O debate modernidade/pós-modernidade e a renovação do discurso do planejamento", de Miguel Aguilar-Robledo.Longo texto, muitos conceitos novos, longas discussões. Finaliza a aula com a distribuição de materiais de Planos Territoriais para cada grupo, juntamente com um roteiro de análise dos planos.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------
A proposta da aula do dia 24/08/2010 é finalizar a atividade da aula anterior. A medida que os grupos socializam sua análise para o resto da turma, algumas críticas são feitas, levanta-se pontos para discussão e reflexão que foram anotados aqui (mas só as idéias principais...):

- As grandes políticas públicas tratam questões ambientais como questões externas, fora de pauta. Isso pode ser visto na distribuição de investimentos do Estado.
- Um exemplo que internaliza a questão ambiental em políticas públicas é a obrigatoriedade de comprar alimentos orgânicos que irão para a merenda de esclas municipais (Não sei se isto vale para o Brasil inteiro, mas pude ver isso de perto em uma comunidade ribeirinha no município de Iranduba, perto de Manaus).

- Critérios ecológicos são importantes para serem considerados, mas se desconexos da sociedade, passam a gear conflito entre conservação e ocupação.
- Definir zonas de uso e restrição é uma escolha social e pode considerar aspectos científicos, sociais, etc.
- O Zoneamento Ecológico Econômico foi uma reivindicação (eu nunca conseguia escrever esta palavra!) de vários setores - sociedade civil, academia, estado, indústrias.
- O grande Aziz Nacib Ab'Saber e Bertha Becker (li esse livro dela, muito bom: Becker, Bertha K. Amazônia: Geopolítica na virada do III milênio.1ªed. Rio de Janeiro: Garamond, 2004, 172p.) estiveram a frente pela criação das ZEE. Não foi apenas uma luta do movimento ambientalista. As indústrias também, pois queriam saber quais áreas poderiam explorar.

- A interdisciplinaridade é fundamental no processo de Planejamento Ambiental, buscando outros referenciais e demanda vontade e desprendimento para dedicar-se a outros campos do saber. (Ou seja, ser bitolado não rola)

- Lembramos mais uma vez que a Universidade não é neutra. (E o texto de Boaventura Santos pode dar mais subsídeos de como essa falsa neutralidade pode ficar ainda pior).

- Uma observação relevante sobre o acesso aos materiais analisados: Alguns possuem um bom embasamento científico do ponto de vista técnico e propostas de ação bem feitos, (tal como o Programa de Gestão para desenvolvimento sustentável da bacia contribuinte à Baia de Ilha Grande) porém o acesso a este material é restrito, ou pelo menos desconsiderados pelos tomadores de decisão (e não acessível aos cobradores de decisão?). (O professor disse que vai deixar este material disponível na biblioteca). =)
-O que predomina mais uma vez são os interesses da "mão invisível do mercado" de Adam Smith (mão medonha por sinal), reforçando a discussão do início desta aula, que "as grandes políticas públicas tratam questões ambientais como questões externas". (Sendo assim, o que cabe a nós dentro da Universidade?)

Encerra-se a socialização dos materiais de planos territoriais.
__________________________________________________________________

Início da revisão: PARADIGMAS EPISTEMOLÓGICOS DO PLANEJAMENTO
Episte = Conhecimento + Lógico = Lógica

- Pressupostos teóricos do desenvolvimento do saber científico:
- Desde a racionalidade da ciência moderna que forja-se no século XVI, a partir do Renascimento;
- Supera o domínio ideológico da Igreja;
- Demanda do mercantilismo por novas tecnologias;
- O impirismo como método;
- Sob a perspectiva moderna Boaventura Souza Santos (olha ele aí de novo) e Chalmers dizem que a ciência busca leis gerais, leis universais;
- Aí entra o positivismo científico: em linhas gerais, observar, quantificar e representar matematicamente, desconsiderando certos elementos que compõem o todo, ou seja, reduzindo a complexidade;
- Complexidade trazida com grande embasamento teórico com Fritjof Capra (autor de O Tao da Física, Teia da Vida e Ponto de Mutação- que virou filme - 4 . vc tem?) e Edgar Morin (um dos grandes pensadores da França e do mundo sobre Educação e complexidade, escreveu um tantão de livros também);
- Por fim, uma breve revisão do texto"O debate modernidade/pós-modernidade e a renovação do discurso do planejamento", de Miguel Aguilar-Robledo, ligando o desenvolvimento do saber científico com os pontos centrais do embate teórico sobre os limites do planejamento moderno.
________________________________________________________________

E a aula da tarde?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE SABERES TRADICIONAIS, BIODIVERSIDADE, BIOTECNOLOGIA E DINÂMICAS TERRITORIAIS - SINBIOTEK


http://200.137.221.78/SIEC/portalproec/sites/gerar_site.php?ID_SITE=2841

Livro em PDF: Turismo de Base Comuitária


http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/programas_acoes/regionalizacao_turismo/downloads_regionalizacao/TURISMO_DE_BASE_COMUNITxRIA.pdf

A desuniversidade

A desuniversidade

O projeto de reforma da universidade européia corre o risco de virar uma contra-reforma. Caso isso ocorra, os critérios de mercantilização reduzirão o valor das áreas de conhecimento ao seu preço de mercado e o latim, a poesia ou a filosofia só serão mantidos se algum macdonald informático vir neles utilidade.
O processo de Bolonha — a unificação dos sistemas universitários europeus com vista a criar uma área europeia de educação superior — tem sido visto como a grande oportunidade para realizar a reforma da universidade europeia. Penso, no entanto, que os universitários europeus terão de enfrentar a seguinte questão: o processo de Bolonha é uma reforma ou uma contra-reforma? A reforma é a transformação da universidade que a
prepare para responder criativamente aos desafios do século XXI, em cuja definição ela ativamente participa. A contra-reforma é a imposição à universidade de desafios que legitimam a sua total descaracterização, sob o pretexto da reforma. A questão não tem, por agora, resposta, pois está tudo em aberto. Há, no entanto, sinais perturbadores de que as forças da contra-reforma podem vir a prevalecer. Se tal acontecer, o cenário distópico terá os seguintes contornos.

Agora que a crise financeira permitiu ver os perigos de criar uma moeda única sem unificar as políticas públicas, a política fiscal e os orçamentos do Estado, pode suceder que, a prazo, o processo de Bolonha se transforme no euro das universidades europeias. As consequências previsíveis serão estas: abandonam-se os princípios do internacionalismo universitário solidário e do respeito pela diversidade cultural e institucional em nome da eficiência do mercado universitário europeu e da competitividade; as
universidades mais débeis (concentradas nos países mais débeis) são lançadas pelas agências de rating universitário no caixote do lixo do ranking, tão supostamente rigoroso quanto realmente arbitrário e subjetivo, e sofrerão as consequências do desinvestimento público acelerado; muitas universidades encerrarão e, tal como já está a acontecer a outros níveis de ensino, os estudantes e seus pais vaguearão pelos países em busca da melhor ratio qualidade/preço, tal como já fazem nos
centros comerciais em que as universidades entretanto se terão
transformado.

O impacto interno será avassalador: a relação investigação/docência, tão proclamada por Bolonha, será o paraíso para as universidades no topo do ranking (uma pequeníssima minoria) e o inferno para a esmagadora maioria das universidades e universitários. Os critérios de mercantilização reduzirão o valor das diferentes áreas de conhecimento ao seu preço de mercado e o
latim, a poesia ou a filosofia só serão mantidos se algum macdonald informático vir neles utilidade. 

Os gestores universitários serão os primeiros a interiorizar a orgia classificatória, objetivomaníaca e indicemaníaca; tornar-se-ão exímios em criar receitas próprias por expropriação das famílias ou pilhagem do descanso e da vida pessoal dos docentes, exercendo toda a sua criatividade na destruição da criatividade e da diversidade universitárias, normalizando tudo o que é normalizável e destruindo tudo o que o não é. 

Os professores serão proletarizados por aquilo de que supostamente são donos — o ensino, a avaliação e a investigação — zombies de formulários, objetivos, avaliações impecáveis no rigor formal e necessariamente fraudulentas na substância, workpackages, deliverables, milestones, negócios de citação recíproca para melhorar os índices, comparações entre o publicas-onde-não-me-interessa-o-quê, carreiras imaginadas como exaltantes e sempre paradas nos andares de baixo. Os estudantes serão donos da sua aprendizagem e do seu endividamento para o resto da vida, em permanente deslize da cultura estudantil para cultura do consumo estudantil, autônomos nas escolhas de que não conhecem a lógica nem os limites, personalizadamente orientados para as saídas do desemprego profissional.

O serviço da educação terciária estará finalmente liberalizado e conforme às regras da Organização Mundial do Comércio. Nada disto tem de acontecer, mas para que não aconteça é necessário que os universitários e as forças políticas para quem esta nova normalidade é uma monstruosidade definam o que tem de ser feito e se organizem eficazmente para que seja feito. Será o tema da próxima crônica.

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

Conama aprova texto-base sobre metodologia para recuperação de APP


O plenário do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou nesta quarta-feira (25) texto-base de resolução sobre metodologia de recuperação de Áreas de Preservação Permanente – APP, durante a 99ª Reunião Ordinária, em Brasília. Até o início da noite, ainda estavam sendo discutidas emendas ao texto-base e o debate deve ser retomado no segundo dia de reunião.
O texto-base já havia sido aprovado pelas Câmaras Técnicas de Gestão Territorial e Biomas e de Assuntos Jurídicos do Conama e aguardava o pedido de vistas de duas entidades da sociedade civil organizada. No texto aprovado é definida a metodologia para recuperação das APPs, consideradas de interesse social pelo Código Florestal. “A resolução, caso aprovada, será um instrumento na mão do produtor rural para que ele possa fazer a recuperação das áreas de preservação permanente sem burocracia”, explicou o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus Medeiros. A idéia é que aconteçam, voluntariamente, ações de restauração e recuperação de APP.
De acordo com o texto-base aprovado, a recuperação de APP poderá ser feita por três métodos: condução da regeneração natural de espécies nativas; plantio de espécies nativas; e plantio de espécies nativas conjugado com a condução da regeneração natural de espécies nativas. Em seguida, cada uma das possibilidades é detalhada.
Resolução 303/2002 – Ainda em relação à APP, foram aprovadas pelo plenário do Conama as alterações na Resolução 303/2002, que trata dos parâmetros, definições e limites relativos às APPs. As alterações têm por objetivo aprimorar a norma, retirando dela o que seriam simples repetições do Código Florestal e reformulando definições que provocaram insegurança e distorções na aplicação da norma.
De acordo com João de Deus Medeiros, Diretor do Departamento de Florestas do MMA, são três os pontos essenciais alterados na Resolução. O primeiro diz respeito à APP de margem de rio, com a alteração do conceito de “nível mais alto”; o segundo à metodologia para medição das áreas de topo de morros; e o terceiro que retira do texto a parte que define como APP, nas restingas, uma faixa de 300 metros a partir da linha de preamar máxima.
Pela manhã, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu os trabalhos do Conama e lamentou o grande número de queimadas no País, ressaltando que 7 mil bombeiros estão trabalhando no combate aos incêndios, além de homens do Exército e brigadistas. Durante o encontro, a ministra também falou sobre a iniciativa do MMA em apresentar proposta alternativa à legislação que tramita no Congresso Nacional sobre o Código Florestal e que convidará os conselheiros do Conama a participar da discussão. Por fim, enfatizou que, em relação à regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, setores da sociedade serão consultados para a formulação do texto que vai detalhar a legislação a ser encaminhada ao Governo Federal. (Fonte: MMA)

REVISTA CIÊNCIA E MEIO AMBIENTE



CRITIQUES RÉCENTES ET PERSPECTIVES ACTUELLES DE LA THÉORIE DES ÉCOSYSTÈMES (CRÍTICAS RECENTES E PERSPECTIVAS ATUAIS DA TEORIA DOS ECOSSISTEMAS)
Denis Couvet e Anne Teyssèdre

RÉGULATIONS ÉCOSYSTÉMIQUES ET SOCIÉTÉS HUMAINES (REGULAÇÕES ECOSSISTÊMICAS E SOCIEDADES HUMANAS)
Pascal Acot

HISTOIRE DU CONCEPT D’ÉCOSYSTÈME (HISTÓRIA DO CONCEITO DE ECOSSISTEMA)
Patrick Matagne

EXTINCTION ET FONCTIONNEMENT DES ÉCOSYSTÈMES (EXTINÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS ECOSSISTEMAS)
Julien Delord

LE RÔLE DE LA BIODIVERSITÉ DANS LE FONCTIONNEMENT DES ÉCOSYSTÈMES (O PAPEL DA BIODIVERSIDADE NO FUNCIONAMENTO DOS ECOSSISTEMAS)
Dominique Gravel, Isabelle Gounand e Nicolas Mouquet

ESPECIAÇÃO ESPONTÂNEA EM POPULAÇÕES ESPACIALMENTE DISTRIBUÍDAS E PADRÕES DE DIVERSIDADE (ESPÉCIATION SPONTANNÉE EN POPULATIONS DISTRIBUÉES DANS L’ESPACE ET PATRONS DE DIVERSITÉ)
Elizabeth M. Baptestini e Marcus A. M. de Aguiar

AS IMPLICAÇÕES ECOLÓGICAS DA VARIAÇÃO INTRAPOPULACIONAL (LES IMPLICATIONS ÉCOLOGIQUES DE LA VARIATION DES INDIVIDUS À L’INTÉRIEUR D’UNE POPULATION)
Márcio S. Araújo e Sérgio F. dos Reis

COMPONENTES FILOGENÉTICOS E ADAPTATIVOS EM PADRÕES ECOGEOGRÁFICOS (COMPOSANTS PHILOGÉNÉTIQUES ET ADAPTATIFS SELON DES PATRONS ÉCOGÉOGRAPHIQUES)
José Alexandre Felizola Diniz-Filho e Levi Carina Terribile

DISTRIBUIÇÕES DE ABUNDÂNCIAS DE ESPÉCIES (DISTRIBUTION D’ABONDANCES D’ESPÈCES)
AVANÇOS ANALÍTICOS PARA ENTENDER UM PADRÃO BÁSICO EM ECOLOGIA (PROGRÈS ANALYTIQUES POUR COMPRENDRE UN PATRON EN ÉCOLOGIE)
Paulo Inácio K. L. Prado

A ESTRUTURA E A DINÂMICA EVOLUTIVA DE REDES MUTUALÍSTICAS (LA STRUCTURE ET LA DYNAMIQUE ÉVOLUTIVE DES RÉSEAUX MUTUALISTES)
Paulo R. Guimarães Jr.