A tecnologia do abraço
por um matuto mineiro
O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre
cada palavra que dizia...
- É... das invenção dos homi, a que mais tem sintido é o abraço. O abraço
num tem jeito di um só aproveitá! Tudo quanto é gente, no abraço, participa
uma beradinha...
Quandu ocê tá danado de sodade, o abraço de arguém ti alivia... Quandu ocê
tá cum muita reiva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá
cum reiva... Si ocê tá feliz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim da
sua alegria... Si arguém tá duente, quandu ocê abraça ele, ele começa a
miorá, i ocê miora junto tamém....
Muita gente importante e letrado já tentô dá um jeito de sabê purquê qui é,
qui o abraço tem tanta tequilonogia, mas ninguém inda discubriu... Mas, iêu
sei! Foi um ispirto bão de Deus qui mi contô.... Iêu vô contá procêis u qui
foi quel mi falô: O abraço é bão pur causa do Coração...
Quandu ocê abraça arguém, fais massarge no coração!... I o coração do ôtro é
massargiado tamém! Mas num é só isso, não... Aqui tá a chave do maió segredo
de tudo:
É qui, quandu nois abraça arguém, nóis fica cum dois coração no peito!...
INTONCE... UM ABRAÇU PRÔ CÊ QUI É MEU AMIGU !!!!
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Construção coletiva de um Plano Municipal de Transportes
Postado pela Natalia
PUBLICADO NO CMI (http://www.midiaindependente.org) EM 20/OUT.
Construção coletiva de um Plano Municipal de Transportes
O Movimento Passe Livre estimula que os leitores e as leitoras do CMI residentes em São Paulo cliquem aqui até esta quarta-feira, dia 21/10 e enviem suas propostas para o Transporte e a Mobilidade Urbana nesta cidade.
Uma série de pessoas, organizações não-governamentais, movimentos sociais e especialistas em transporte e planejamento urbano estão se reunindo para elaborar um conjunto de propostas para apresentar à prefeitura. Foi feita uma agenda de mobilização para estimular a formulação de propostas da sociedade civil nas diferentes regiões da cidade. Você também pode participar!
As propostas do Movimento Passe Livre são:
- Municipalização do sistema
- Criação de um Fundo Municipal de Transporte Coletivo gerido com participação popular
- TARIFA ZERO para todas as pessoas
- Combate à cultura do automóvel
Veja aqui, na íntegra, a chamada pública preparada pelo Movimento Passe Livre.
PUBLICADO NO CMI (http://www.midiaindependente.org) EM 20/OUT.
Construção coletiva de um Plano Municipal de Transportes
O Movimento Passe Livre estimula que os leitores e as leitoras do CMI residentes em São Paulo cliquem aqui até esta quarta-feira, dia 21/10 e enviem suas propostas para o Transporte e a Mobilidade Urbana nesta cidade.
Uma série de pessoas, organizações não-governamentais, movimentos sociais e especialistas em transporte e planejamento urbano estão se reunindo para elaborar um conjunto de propostas para apresentar à prefeitura. Foi feita uma agenda de mobilização para estimular a formulação de propostas da sociedade civil nas diferentes regiões da cidade. Você também pode participar!
As propostas do Movimento Passe Livre são:
- Municipalização do sistema
- Criação de um Fundo Municipal de Transporte Coletivo gerido com participação popular
- TARIFA ZERO para todas as pessoas
- Combate à cultura do automóvel
Veja aqui, na íntegra, a chamada pública preparada pelo Movimento Passe Livre.
Roteiro de Observação da Oficina de uso público
Critérios de Observação de Oficina de Planejamento do PEXJ
Participação em grupo:
o Representatividade: individuo e institucional
o Quantidade de intervenções
Quem foi sem ser convidado
o Quem não foi convidado e que a turma ( UNESp) entende que deveria ser convidado
o
Número de participações em oficinas: ver lista de presença
Houve repressão a alguma fala?
Houve incentivo a participação ( por parte dos mediadores e por parte dos participantes)?
Como foi a prática da mediação?
Observar: tipo de intervenções: propostas; questionamentos; flooding
Participação em grupo:
o Representatividade: individuo e institucional
o Quantidade de intervenções
Quem foi sem ser convidado
o Quem não foi convidado e que a turma ( UNESp) entende que deveria ser convidado
o
Número de participações em oficinas: ver lista de presença
Houve repressão a alguma fala?
Houve incentivo a participação ( por parte dos mediadores e por parte dos participantes)?
Como foi a prática da mediação?
Observar: tipo de intervenções: propostas; questionamentos; flooding
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Exercíco para amanhã e questões para semana que vem
Oi pessoal ai vai o exercício e as tr~es questões finais para serem desenvolvidas individualemtne para semana que vem.
Abraço
Davis
UNESP – Campus Litoral Paulista
Curso: Gerenciamento Costeiro
Disciplina: Planejamento Ambiental
Prof. Davis Gruber Sansolo
Exercício
Texto: Novas Premissas da Sustentabilidade Democrática - Henri Acselrad & Jean Pierre Leroy
1) Tese 1:.A questão ambiental, tal como levantada pelos movimentos sociais, interpela a noção de desenvolvimento predominante desde o pós-Guerra. A degradação do meio ambiente e as persistentes injustiças sociais são vistas como expressão do fracasso de um projeto desenvolvimentista dominante, fundado na expansão mundial das relações mercantis. A crise do desenvolvimento é pois a crise de um modelo de integração homogeneizadora das sociedades periféricas ao capitalismo central. Sua superação supõe a formulação de um novo tipo de desenvolvimento, tendo por eixo o enfrentamento das causas que se encontram na raiz simultaneamente das injustiças sociais e da degradação ambiental.
1) Existem evidências dessa tese na região costeira? Em caso afirmativo apresente exemplos e elabore uma argumentação crítica.
2) “Alain Lipietz conceitua modelo de desenvolvimento como o conjunto formado pela tríade “bloco social hegemônico”, “regime de acumulação” e “modo de regulação”. Bloco social hegemônico é o sistema estável de relações de dominação, de alianças e concessões entre grupos sociais dominantes e subordinados que se faz reconhecer, de modo mais ou menos coercitivo, conforme o interesse da grande maioriaem um determinado território”
2) Identifique um ou mais blocos sociais hegemônicos na Baixada Santista
3) Tese 2. Os modelos de desenvolvimento descrevem a trajetória das sociedades em busca dos fins tidos como desejáveis. Sua expressão material encontra-se nos modelos de produção e de consumo, que pressupõem determinados padrões de distribuição dos recursos, benefícios e custos do desenvolvimento, entre os diferentes grupos sociais. Assim, o modelo de desenvolvimento exprime as escolhas quanto ao que produzir, para que e para quem produzir. Os problemas ambientais, enquanto expressão dos modos predominantes de apropriação e uso dos recursos materiais da sociedade, decorrem das escolhas políticas que configuram os modelos de produção e consumo. O enfrentamento dos problemas ambientais ocorre, conseqüentemente, na rediscussão dos sentidos a atribuir aos recursos materiais disponíveis e dos usos sociais referenciais a que os mesmos devem ser destinados.
3) Analise a tese dois no contexto da Baixada Santista destacando ao menos dois setores sócio-econômicos
“A expressão da sustentabilidade em termos de metas de redução de consumo de matéria e energia explicita uma concepção de susten¬tabilidade expressa em quantidades. Temos aqui um raciocínio baseado em sinais de mais e menos; menos energia e menos recursos naturais consumidos se combinam com maior eficiência que, por sua vez, deve levar a maior consumo. Essa expressão da sustentabilidade não esclarece nada, porém, quanto às dimensões qualitativas, interativas e articuladas que a vinculariam à noção de modelo de desenvolvimento.”
4) Concorde ou discorde do autor justificando com argumentação pessoal
5) Desenvolva argumentos sobre o uso de bicicletas com meio de transporte na baixada Santista, indique potencialidades e limitações
5- No interior de cada espaço nacional, tenta-se nivelar as pessoas e os grupos sociais: trabalhadores imigrantes e empresários, índios e especuladores fundiários, garimpeiros nativos e diretores de empresas mineradoras multinacionais na mesma classificação simplista de consumidores médios de matéria e energia11, sob o conceito do per capita. Cada cabeça (e todas) na mesma altura.Esse nivelamento pretende fazer esquecer o óbvio — há pouca semelhança entre a família que corta lenha para sobreviver e a cadeia (do madereiro ao fabricante de móveis) que explora a madeira nativa; entre um grande conglomerado minero-metalúrgico altamente mecanizado e mineração e metalurgia praticadas por microempresas.
6) Discuta a assimetria social do acesso os recursos naturais na Baixada Santista
Tese 3. A noção hegemônica de desenvolvimento supõe a imposição de uma trajetória suposta única e inelutável, que levaria os países subdesenvolvidos à condição de desenvolvidos. O desenvolvimento difunde uma temporalidade mercantil sobreposta à multiplicidade de tempos sociais, assim como faz predominar o território competitivo sobre as múltiplas formas da experiência social do espaço. A imposição do tempo do mercado e a configuração do espaço para a acumulação capitalista implicam a resistência dos grupos sociais que fazem do meio ambiente o campo da construção de projetos contra-hegemônicos de desenvolvimento, com horizontes temporais e trajetórias históricas próprias, momentos da transformação democrática do tempo e do espaço sociais.
7)Qual o significado temporal do desenvolvimento e subdesenvolvimento?
“Nessa ideologia, a idéia de pobreza configura um estereótipo fundamental para caracterizar o outro como carente. Aos olhos da civilização ocidental, pós-industrial, embora sejam portadores de projetos culturais distintos, os pobres carecem dos signos culturais e dos valores que ela reconhece e que poderiam ser resumidos e simplificados na importância da posse individual de bens. O pobre é o que não tem bens materiais e por isso não tem identidade; por não ter, tende a degradar o meio ambiente. A pobreza torna-se duplamente perigosa; por ameaçar a coesão da sociedade, sitiando-a, inflitrando-a, atacando-a, e por entrar na concorrência pelo uso de bens considerados escassos, como o meio ambiente e os recursos naturais”
8) Discuta a argumentação do autor a luz da realidade de São Vicente
Nessas condições, às classes e setores sociais fora do poder ou que não estejam gravitando ao seu redor, nega-se a possibilidade e a capacidade de pensar e construir suas próprias propostas de desenvolvimento. Os setores dominantes mascaram a sua dominação sob a aparência da neutralidade. Todos estariam ameaçados igualmente pelos grandes problemas ambientais; os problemas ambientais podem ser solucionados pela tecnologia — mais eficiência e as coisas estarão (quase) resolvidas para todos. O modelo de consumo decorre naturalmente das demandas de toda(s) a(s) sociedade(s), a crise financeira independe da vontade dos governos, etc.
9) Proponha três chaves de observação sobre “participação”
Tese 4: Os recursos materiais territorializados são permanentemente disputados por distintos projetos. Esses projetos lhes atribuem senti¬dos propriamente utilitários, mas também sentidos simbólicos relativos às práticas culturais mais amplas, que ultrapassam o campo da produção material da existência das sociedades. Os diferentes grupos socioculturais integram o mundo material a seus diferentes projetos, propósitos e sentidos. Assim, o espaço é composto pela superposição dos múltiplos territórios concebidos, desenhados e experimentados pela diversidade de projetos e atores que compõem a trama social. Um desenvolvimento democrático e sustentável será a expressão da diversidade de leituras e projetos em confronto ao processo de homogeneização social que transforma os recursos materiais em mercadorias e subordina as diferentes formas socioculturais à dinâmica do mercado e do capital.
10) Discuta os diferentes projetos e sentidos existentes em relação a região costeira em especial ao litoral paulista.
11) Quais as possíveis relações entre estímulo a resitência e planejamento ambiental?
“A porções do espaço nacional são atribuídas vocações naturais, como se houvesse uma predestinação dos lugares a ser cumprida, uma determinada função a serviço do capital independentemente da sociedade complexa que habita esse espaço. É evidente que faz mais sentido instalar uma siderurgia em Minas do que em Roraima, mas a siderurgia é fruto de uma longa construção histórica. Seria interessante saber por que a agricultura altamente mecanizada e quimificada atende melhor à vocação do Cerrado do que a exploração dos seus recursos naturais já praticada de maneira sustentável por seus habitantes e, em potencial, muito promissora, economicamente. A idéia de vocação exclui outras visualizações e empobrece o território — e é a respon¬sável pela formação da pobreza.
Em sentido oposto, a concepção do território como o espaço de realização da sociedade evita a formação de excluídos, de pobres. Ao definir o território a partir das potencialidades que identificam nele, bem como das habilidades e da experiência histórica que acumularam, os sujeitos sociais se afirmam como cidadãos e cidadãs, na sua grande diversidade. “
12) Como é abordado o significado de território pelo autor?
Tese 5: A questão da sustentabilidade levanta desafios tanto aos formuladores de políticas, aos movimentos sociais, como à comunidade científica: trata-se de produzir quadros conceituais que permitam superar os pontos de estrangulamento dos modelos de desenvolvimento que vigoraram desde o pós-guerra; a saber, a persistência de altos índices de desigualdade social e de degradação das próprias bases materiais do desenvolvimento. Um esforço estratégico renovado por parte de cientistas, movimentos sociais e formuladores de políticas apresenta-se como necessário, tanto mais quanto sabe-se que a questão da sustentabilidade não remete meramente à conservação da natureza ou à administração de ecossistemas, porém, mais ampla e fundamentalmente, aponta para novos modelos de desenvolvimento e para transformações sociais.
13) Como pensar o planejamento ambiental em um contexto de busca de novos paradigmas de desenvolvimento?
Abraço
Davis
UNESP – Campus Litoral Paulista
Curso: Gerenciamento Costeiro
Disciplina: Planejamento Ambiental
Prof. Davis Gruber Sansolo
Exercício
Texto: Novas Premissas da Sustentabilidade Democrática - Henri Acselrad & Jean Pierre Leroy
1) Tese 1:.A questão ambiental, tal como levantada pelos movimentos sociais, interpela a noção de desenvolvimento predominante desde o pós-Guerra. A degradação do meio ambiente e as persistentes injustiças sociais são vistas como expressão do fracasso de um projeto desenvolvimentista dominante, fundado na expansão mundial das relações mercantis. A crise do desenvolvimento é pois a crise de um modelo de integração homogeneizadora das sociedades periféricas ao capitalismo central. Sua superação supõe a formulação de um novo tipo de desenvolvimento, tendo por eixo o enfrentamento das causas que se encontram na raiz simultaneamente das injustiças sociais e da degradação ambiental.
1) Existem evidências dessa tese na região costeira? Em caso afirmativo apresente exemplos e elabore uma argumentação crítica.
2) “Alain Lipietz conceitua modelo de desenvolvimento como o conjunto formado pela tríade “bloco social hegemônico”, “regime de acumulação” e “modo de regulação”. Bloco social hegemônico é o sistema estável de relações de dominação, de alianças e concessões entre grupos sociais dominantes e subordinados que se faz reconhecer, de modo mais ou menos coercitivo, conforme o interesse da grande maioriaem um determinado território”
2) Identifique um ou mais blocos sociais hegemônicos na Baixada Santista
3) Tese 2. Os modelos de desenvolvimento descrevem a trajetória das sociedades em busca dos fins tidos como desejáveis. Sua expressão material encontra-se nos modelos de produção e de consumo, que pressupõem determinados padrões de distribuição dos recursos, benefícios e custos do desenvolvimento, entre os diferentes grupos sociais. Assim, o modelo de desenvolvimento exprime as escolhas quanto ao que produzir, para que e para quem produzir. Os problemas ambientais, enquanto expressão dos modos predominantes de apropriação e uso dos recursos materiais da sociedade, decorrem das escolhas políticas que configuram os modelos de produção e consumo. O enfrentamento dos problemas ambientais ocorre, conseqüentemente, na rediscussão dos sentidos a atribuir aos recursos materiais disponíveis e dos usos sociais referenciais a que os mesmos devem ser destinados.
3) Analise a tese dois no contexto da Baixada Santista destacando ao menos dois setores sócio-econômicos
“A expressão da sustentabilidade em termos de metas de redução de consumo de matéria e energia explicita uma concepção de susten¬tabilidade expressa em quantidades. Temos aqui um raciocínio baseado em sinais de mais e menos; menos energia e menos recursos naturais consumidos se combinam com maior eficiência que, por sua vez, deve levar a maior consumo. Essa expressão da sustentabilidade não esclarece nada, porém, quanto às dimensões qualitativas, interativas e articuladas que a vinculariam à noção de modelo de desenvolvimento.”
4) Concorde ou discorde do autor justificando com argumentação pessoal
5) Desenvolva argumentos sobre o uso de bicicletas com meio de transporte na baixada Santista, indique potencialidades e limitações
5- No interior de cada espaço nacional, tenta-se nivelar as pessoas e os grupos sociais: trabalhadores imigrantes e empresários, índios e especuladores fundiários, garimpeiros nativos e diretores de empresas mineradoras multinacionais na mesma classificação simplista de consumidores médios de matéria e energia11, sob o conceito do per capita. Cada cabeça (e todas) na mesma altura.Esse nivelamento pretende fazer esquecer o óbvio — há pouca semelhança entre a família que corta lenha para sobreviver e a cadeia (do madereiro ao fabricante de móveis) que explora a madeira nativa; entre um grande conglomerado minero-metalúrgico altamente mecanizado e mineração e metalurgia praticadas por microempresas.
6) Discuta a assimetria social do acesso os recursos naturais na Baixada Santista
Tese 3. A noção hegemônica de desenvolvimento supõe a imposição de uma trajetória suposta única e inelutável, que levaria os países subdesenvolvidos à condição de desenvolvidos. O desenvolvimento difunde uma temporalidade mercantil sobreposta à multiplicidade de tempos sociais, assim como faz predominar o território competitivo sobre as múltiplas formas da experiência social do espaço. A imposição do tempo do mercado e a configuração do espaço para a acumulação capitalista implicam a resistência dos grupos sociais que fazem do meio ambiente o campo da construção de projetos contra-hegemônicos de desenvolvimento, com horizontes temporais e trajetórias históricas próprias, momentos da transformação democrática do tempo e do espaço sociais.
7)Qual o significado temporal do desenvolvimento e subdesenvolvimento?
“Nessa ideologia, a idéia de pobreza configura um estereótipo fundamental para caracterizar o outro como carente. Aos olhos da civilização ocidental, pós-industrial, embora sejam portadores de projetos culturais distintos, os pobres carecem dos signos culturais e dos valores que ela reconhece e que poderiam ser resumidos e simplificados na importância da posse individual de bens. O pobre é o que não tem bens materiais e por isso não tem identidade; por não ter, tende a degradar o meio ambiente. A pobreza torna-se duplamente perigosa; por ameaçar a coesão da sociedade, sitiando-a, inflitrando-a, atacando-a, e por entrar na concorrência pelo uso de bens considerados escassos, como o meio ambiente e os recursos naturais”
8) Discuta a argumentação do autor a luz da realidade de São Vicente
Nessas condições, às classes e setores sociais fora do poder ou que não estejam gravitando ao seu redor, nega-se a possibilidade e a capacidade de pensar e construir suas próprias propostas de desenvolvimento. Os setores dominantes mascaram a sua dominação sob a aparência da neutralidade. Todos estariam ameaçados igualmente pelos grandes problemas ambientais; os problemas ambientais podem ser solucionados pela tecnologia — mais eficiência e as coisas estarão (quase) resolvidas para todos. O modelo de consumo decorre naturalmente das demandas de toda(s) a(s) sociedade(s), a crise financeira independe da vontade dos governos, etc.
9) Proponha três chaves de observação sobre “participação”
Tese 4: Os recursos materiais territorializados são permanentemente disputados por distintos projetos. Esses projetos lhes atribuem senti¬dos propriamente utilitários, mas também sentidos simbólicos relativos às práticas culturais mais amplas, que ultrapassam o campo da produção material da existência das sociedades. Os diferentes grupos socioculturais integram o mundo material a seus diferentes projetos, propósitos e sentidos. Assim, o espaço é composto pela superposição dos múltiplos territórios concebidos, desenhados e experimentados pela diversidade de projetos e atores que compõem a trama social. Um desenvolvimento democrático e sustentável será a expressão da diversidade de leituras e projetos em confronto ao processo de homogeneização social que transforma os recursos materiais em mercadorias e subordina as diferentes formas socioculturais à dinâmica do mercado e do capital.
10) Discuta os diferentes projetos e sentidos existentes em relação a região costeira em especial ao litoral paulista.
11) Quais as possíveis relações entre estímulo a resitência e planejamento ambiental?
“A porções do espaço nacional são atribuídas vocações naturais, como se houvesse uma predestinação dos lugares a ser cumprida, uma determinada função a serviço do capital independentemente da sociedade complexa que habita esse espaço. É evidente que faz mais sentido instalar uma siderurgia em Minas do que em Roraima, mas a siderurgia é fruto de uma longa construção histórica. Seria interessante saber por que a agricultura altamente mecanizada e quimificada atende melhor à vocação do Cerrado do que a exploração dos seus recursos naturais já praticada de maneira sustentável por seus habitantes e, em potencial, muito promissora, economicamente. A idéia de vocação exclui outras visualizações e empobrece o território — e é a respon¬sável pela formação da pobreza.
Em sentido oposto, a concepção do território como o espaço de realização da sociedade evita a formação de excluídos, de pobres. Ao definir o território a partir das potencialidades que identificam nele, bem como das habilidades e da experiência histórica que acumularam, os sujeitos sociais se afirmam como cidadãos e cidadãs, na sua grande diversidade. “
12) Como é abordado o significado de território pelo autor?
Tese 5: A questão da sustentabilidade levanta desafios tanto aos formuladores de políticas, aos movimentos sociais, como à comunidade científica: trata-se de produzir quadros conceituais que permitam superar os pontos de estrangulamento dos modelos de desenvolvimento que vigoraram desde o pós-guerra; a saber, a persistência de altos índices de desigualdade social e de degradação das próprias bases materiais do desenvolvimento. Um esforço estratégico renovado por parte de cientistas, movimentos sociais e formuladores de políticas apresenta-se como necessário, tanto mais quanto sabe-se que a questão da sustentabilidade não remete meramente à conservação da natureza ou à administração de ecossistemas, porém, mais ampla e fundamentalmente, aponta para novos modelos de desenvolvimento e para transformações sociais.
13) Como pensar o planejamento ambiental em um contexto de busca de novos paradigmas de desenvolvimento?
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
spectos sociopolítico e acadêmico da governança das águas conduzem encontro internacional no IO
SOCIEDADE - 13.10.09
Aspectos sociopolítico e acadêmico da governança das águas conduzem encontro internacional no IO
Cristiane Sinatura / USP Online
cristiane.sinatura@usp.br
O conceito de “governança da água” sustenta-se sobre três definições básicas: garantia da qualidade permanente da água, garantia de quantidades adequadas deste recurso e incentivo à participação conjunta de governo e sociedade para a manutenção de uma “hidropolítica”. A atualidade e pertinência do termo justificam a importância de um evento como o Encontro Internacional Governança da Água, cuja segunda edição acontece entre os dias 19 a 23, no Instituto Oceanográfico (IO) da USP, com o tema “Experiências na América Latina e Europa”.
O evento encerra os trabalhos do projeto GovÁgua, coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) da USP e apoiado pelo Programa Alfa, da Comunidade Europeia. Fazem parte dez instituições acadêmicas – quatro da Europa e seis da América Latina (sendo cinco brasileiras). O projeto nasceu em 2006, com o intuito de proporcionar um intercâmbio por meio de bolsas de estudo entre as universidades participantes e criar um diálogo acadêmico que possibilite a produção conjunta de conhecimento.
Conforme explica Pedro Roberto Jacobi, professor da Faculdade de Educação (FE) da USP e membro do Procam e do GovÁgua, o objetivo principal do Encontro Internacional Governança da Água é “pensar a gestão de recursos hídricos sob os vieses social, político e institucional, traçando comparativos entre Europa e América Latina”.
Para tanto, a programação contará com cursos, mesas-redondas e apresentação de trabalhos. A palestra de abertura será de José Machado, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA). Ao longo de uma semana, o evento passará por temas como serviços ambientais, saneamento, águas costeiras e mudanças climáticas. Serão 23 palestrantes, entre brasileiros e estrangeiros.
Publicações
No evento, também serão lançadas quatro publicações produzidas em reuniões do GovÁgua. São três coletâneas de trabalhos organizadas por Pedro Jacobi e Paulo de Almeida Sinisgalli. Um quarto livro, Atores e processos na governança da água no Estado de São Paulo, assinado pelo professor Jacobi, apresenta resultados de pesquisas e teses sobre as bacias do Alto Tietê e dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Compõem o livro temas como a participação do capital social na questão hídrica, a relação entre poder público e atores sociais, a negociação de conflitos hídricos e as dinâmicas institucionais da bacia do Tietê.
Outro trabalho do GovÁgua, a ser divulgado no encontro, é a produção de um material didático para estudantes, profissionais e técnicos governamentais sobre a governança da água, apresentando perspectivas teóricas, metodologias de gestão compartilhada e participativa e exemplos de práticas comparativas entre Europa e América Latina. “Esse material tem o intuito de enfatizar o papel de cada um dos diferentes atores sociais na questão hídrica”, explica o professor.
Jacobi elogia a política de recursos hídricos no Brasil, que se organiza a partir da formação de comitês para cada uma das bacias hidrográficas do país, além de contar com expressiva participação popular. Tal política é a ponte entre a América Latina e a Europa, o que explica a parceria no projeto GovÁgua. “A legislação brasileira da água se baseou em moldes franceses, e é a que mais de destaca hoje na América Latina”, explica.
Segundo ele, "governança" é mais que "gestão" apenas. A governança trabalha com conceitos e conhecimentos interdisciplinares e integrados, que visam à elaboração de políticas públicas efetivas que garantam a participação de diversos setores sociais - daí o termo "hidropolítica" apresentado por Jacobi. Dentro desta perspectiva, o trabalho do GovÁgua parte de estudos para a compreensão do funcionamento de bacias hidrográficas, para ampliar sua capacidade de informação e atuação.
Serviço
A segunda edição do Encontro Internacional Governança da Água acontece entre os dias 19 e 23 de outubro, sempre a partir das 8h30, no auditório do Instituto Oceanográfico (IO) da USP (Praça do Oceanográfico, 191, Cidade Universitária, São Paulo).
As inscrições podem ser feitas pessoalmente no primeiro dia do evento, entre 8h30 e 9h30, ou antecipadamente, conforme procedimento disponível no site do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) da USP. Os valores são de R$ 50,00 para estudantes e R$ 100,00 para profissionais. A programação completa e mais informações podem ser consultadas no mesmo site.
Aspectos sociopolítico e acadêmico da governança das águas conduzem encontro internacional no IO
Cristiane Sinatura / USP Online
cristiane.sinatura@usp.br
O conceito de “governança da água” sustenta-se sobre três definições básicas: garantia da qualidade permanente da água, garantia de quantidades adequadas deste recurso e incentivo à participação conjunta de governo e sociedade para a manutenção de uma “hidropolítica”. A atualidade e pertinência do termo justificam a importância de um evento como o Encontro Internacional Governança da Água, cuja segunda edição acontece entre os dias 19 a 23, no Instituto Oceanográfico (IO) da USP, com o tema “Experiências na América Latina e Europa”.
O evento encerra os trabalhos do projeto GovÁgua, coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) da USP e apoiado pelo Programa Alfa, da Comunidade Europeia. Fazem parte dez instituições acadêmicas – quatro da Europa e seis da América Latina (sendo cinco brasileiras). O projeto nasceu em 2006, com o intuito de proporcionar um intercâmbio por meio de bolsas de estudo entre as universidades participantes e criar um diálogo acadêmico que possibilite a produção conjunta de conhecimento.
Conforme explica Pedro Roberto Jacobi, professor da Faculdade de Educação (FE) da USP e membro do Procam e do GovÁgua, o objetivo principal do Encontro Internacional Governança da Água é “pensar a gestão de recursos hídricos sob os vieses social, político e institucional, traçando comparativos entre Europa e América Latina”.
Para tanto, a programação contará com cursos, mesas-redondas e apresentação de trabalhos. A palestra de abertura será de José Machado, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA). Ao longo de uma semana, o evento passará por temas como serviços ambientais, saneamento, águas costeiras e mudanças climáticas. Serão 23 palestrantes, entre brasileiros e estrangeiros.
Publicações
No evento, também serão lançadas quatro publicações produzidas em reuniões do GovÁgua. São três coletâneas de trabalhos organizadas por Pedro Jacobi e Paulo de Almeida Sinisgalli. Um quarto livro, Atores e processos na governança da água no Estado de São Paulo, assinado pelo professor Jacobi, apresenta resultados de pesquisas e teses sobre as bacias do Alto Tietê e dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Compõem o livro temas como a participação do capital social na questão hídrica, a relação entre poder público e atores sociais, a negociação de conflitos hídricos e as dinâmicas institucionais da bacia do Tietê.
Outro trabalho do GovÁgua, a ser divulgado no encontro, é a produção de um material didático para estudantes, profissionais e técnicos governamentais sobre a governança da água, apresentando perspectivas teóricas, metodologias de gestão compartilhada e participativa e exemplos de práticas comparativas entre Europa e América Latina. “Esse material tem o intuito de enfatizar o papel de cada um dos diferentes atores sociais na questão hídrica”, explica o professor.
Jacobi elogia a política de recursos hídricos no Brasil, que se organiza a partir da formação de comitês para cada uma das bacias hidrográficas do país, além de contar com expressiva participação popular. Tal política é a ponte entre a América Latina e a Europa, o que explica a parceria no projeto GovÁgua. “A legislação brasileira da água se baseou em moldes franceses, e é a que mais de destaca hoje na América Latina”, explica.
Segundo ele, "governança" é mais que "gestão" apenas. A governança trabalha com conceitos e conhecimentos interdisciplinares e integrados, que visam à elaboração de políticas públicas efetivas que garantam a participação de diversos setores sociais - daí o termo "hidropolítica" apresentado por Jacobi. Dentro desta perspectiva, o trabalho do GovÁgua parte de estudos para a compreensão do funcionamento de bacias hidrográficas, para ampliar sua capacidade de informação e atuação.
Serviço
A segunda edição do Encontro Internacional Governança da Água acontece entre os dias 19 e 23 de outubro, sempre a partir das 8h30, no auditório do Instituto Oceanográfico (IO) da USP (Praça do Oceanográfico, 191, Cidade Universitária, São Paulo).
As inscrições podem ser feitas pessoalmente no primeiro dia do evento, entre 8h30 e 9h30, ou antecipadamente, conforme procedimento disponível no site do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) da USP. Os valores são de R$ 50,00 para estudantes e R$ 100,00 para profissionais. A programação completa e mais informações podem ser consultadas no mesmo site.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
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